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Menos mortes violentas: Brasil registra queda histórica em assassinatos

O Brasil alcançou o menor índice de mortes violentas em 13 anos, com uma redução significativa no número de assassinatos em 2025. O Anuário...

O Brasil obteve um marco histórico ao registrar o menor número de mortes violentas em 13 anos, totalizando 40.775 ocorrências em 2025. Esse total representa uma diminuição de 8,2% em comparação ao ano anterior e uma queda de 30,1% em relação a 2012. Os dados foram apresentados no Anuário da Segurança Pública, divulgado na quinta-feira, dia 23 de julho de 2026, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em termos de taxa, o país alcançou 19,1 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, a menor já documentada pelo anuário. As mortes violentas intencionais incluem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, além de mortes resultantes de intervenções policiais, tanto em serviço quanto fora dele.

A análise das 27 unidades federativas do Brasil revelou que 20 delas apresentaram redução nos índices de mortes violentas. As maiores quedas foram observadas no Amazonas (32,5%), Rio Grande do Sul (25,7%) e Mato Grosso (23,2%). No entanto, sete estados registraram um aumento nos casos, incluindo o Rio Grande do Norte, que teve um aumento de 19,6%, seguido pelo Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Maranguape, no Ceará, destacou-se como a cidade com a mais alta taxa de mortes violentas em 2025, com 100,3 casos por 100 mil habitantes, número que supera em cinco vezes a média nacional. Entre as dez cidades com as maiores taxas de homicídios, cinco estão localizadas na Bahia e três no Ceará, enquanto Pernambuco e Paraíba apresentam um município cada no ranking.

De acordo com os dados do anuário, a maioria das vítimas de mortes violentas em 2025 era composta por homens, representando 90,8% do total, e a maior parte (79,7%) das vítimas era de pessoas negras. Também foi registrado que jovens entre 18 e 29 anos corresponderam a 41,6% do total de vítimas.

Além disso, o Brasil também enfrenta um aumento no número de feminicídios, que atingiu o maior índice em uma década, refletindo a necessidade de medidas eficazes para combater a violência de gênero e proteger as populações mais vulneráveis.

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