O dólar comercial encerrou a jornada desta quarta-feira (22/7) em queda, com a cotação fixada em R$ 5,051. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), apresentou um desempenho expressivo, registrando uma alta de 2,44% e fechando o dia aos 177,5 mil pontos.
O movimento de compra de ações na Bolsa foi impulsionado, em grande parte, pelo desempenho positivo da Vale e da WEG. As duas companhias divulgaram resultados e indicadores operacionais que foram bem recebidos pelo mercado, contribuindo para uma valorização generalizada entre as principais ações do índice.
A desvalorização do dólar foi atribuída ao aumento nas cotações de commodities e ao otimismo dos investidores, mesmo diante das incertezas associadas ao tarifaço recentemente imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O dólar apresentou oscilações ao longo do dia, mas fechou no menor nível da semana.
No cenário internacional, o índice DXY, que avalia o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, também apresentou leve queda, de 0,08%, atingindo 101,12 pontos. O especialista em investimentos da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani, destacou que os investidores ainda estão assimilando os impactos das tarifas anunciadas pelos EUA nos últimos dias.
Bassani mencionou que a flutuação do dólar pode ser atribuída, em parte, à situação envolvendo as tarifas, e que os investidores estão se adaptando melhor a esse cenário. Ele ainda ressaltou que a valorização do petróleo e a diferença nas taxas de juros continuam a favorecer a moeda brasileira.
A Vale foi o principal destaque do pregão, com suas ações subindo 3,96% após a divulgação de dados de produção e vendas do segundo trimestre, que superaram as expectativas do mercado. Bassani comentou que o relatório da mineradora foi um fator crucial para a alta das ações, que dispararam cerca de 3% logo na abertura do pregão.