Na madrugada desta terça-feira (26 de maio de 2026), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, utilizou sua conta na rede social X para comentar a primeira ENCÍCLICA do papa Leão 14. O documento, intitulado "Magnifica humanitas", foi apresentado no dia anterior e discute a proteção da pessoa humana diante dos avanços da inteligência artificial. O papa enfatiza que as tecnologias não devem ser controladas por um pequeno grupo, evitando aumentar a desigualdade na era digital.
Durigan ressaltou que a ENCÍCLICA provoca reflexões essenciais sobre os desafios contemporâneos. Ele questionou como garantir que o progresso tecnológico beneficie a sociedade como um todo, ao invés de concentrar poder nas mãos de poucos. O ministro enfatizou que a discussão sobre a tecnologia e a inteligência artificial é fundamental para o mundo do trabalho, perguntando se os ganhos gerados por essas inovações estão realmente beneficiando os trabalhadores.
Na visão do papa, a tecnologia não é intrinsecamente negativa, mas também não é neutra, pois reflete os interesses de quem a desenvolve e a utiliza. Leão 14 defende que a inovação deve estar sujeita a princípios de justiça social e ao controle da sociedade. Durigan concordou que o fim da escala 6×1 está inserido nesse debate, afirmando que, se a tecnologia promove maior eficiência e valor, isso deve ser acompanhado por jornadas de trabalho mais equilibradas, proporcionando melhor qualidade de vida.
O ministro também mencionou as preocupações do papa sobre a concentração de poder e a dependência tecnológica. Ele destacou que o verdadeiro desafio reside em garantir que a inovação, a produtividade e o crescimento econômico se tornem ferramentas de prosperidade compartilhada, não privilégios de uma elite.
Uma ENCÍCLICA PAPAL é um documento formal, assinado pelo pontífice, que serve para instruir bispos, padres e fiéis sobre questões da doutrina católica, moral ou sociais. No Brasil, dados do Censo 2022 revelam que 56,7% da população se identifica como católica.
A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1 adiou a votação do texto na segunda-feira (25 de maio). O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) solicitou um pedido de vista, que foi aceito por Alencar Santana (PT-SP), presidente do colegiado. A discussão será retomada na quarta-feira (27 de maio). Por se tratar de uma PEC, a proposta necessita do apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos na Câmara dos Deputados.