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Ministro das Relações Exteriores aponta motivação política em tarifas dos EUA

O governo brasileiro considera que a recente imposição de tarifas pelos Estados Unidos tem motivação política e não COMERCIAL. A declaração foi feita pelo...

Na quinta-feira, 16 de julho de 2026, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil é motivado por questões políticas, em vez de razões comerciais. Em sua fala no Palácio Itamaraty, Vieira afirmou que as negociações com autoridades norte-americanas ocorreram antes da implementação das sobretaxas e considerou inaceitáveis as recentes declarações do secretário de Estado, Marco Rubio.

A manifestação do chanceler durou menos de cinco minutos e aconteceu na presença de negociadores de alto nível dos dois países, incluindo Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, e Phillip Fox Gough, embaixador dos EUA para Assuntos Econômicos. Vieira afirmou que as investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 são procedimentos unilaterais e alegou que não há justificativa para a imposição de tarifas sobre os produtos brasileiros.

Desde março de 2025, o governo brasileiro se envolveu em mais de 30 reuniões, tanto presenciais quanto virtuais e por telefone, em níveis presidencial, ministerial e técnico. Foram registrados 11 contatos diretos com Rubio e Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, incluindo encontros entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o então presidente Donald Trump.

O ministro relembrou que a tarifa de 50% anunciada por Trump em julho de 2025 foi motivada por questões políticas e que a carta enviada por Trump a Lula vinculava a sobretaxa ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vieira também criticou as declarações de Rubio nas redes sociais, que, segundo ele, continham ataques grosseiros ao presidente Lula.

Rubio afirmou que o Governo Lula não negociou de boa-fé com os EUA e que as tarifas representavam um preço a ser pago devido ao ego do presidente brasileiro, que teria colocado seus interesses pessoais acima do bem-estar do povo brasileiro. Em contrapartida, o governo norte-americano sustentou que as tarifas visavam reduzir o déficit COMERCIAL do país.

Em novembro de 2025, Washington formalizou a redução das tarifas de importação sobre diversos produtos, como carne bovina, café, tomate e banana. Embora a tarifa recíproca de 10% tenha sido cancelada, uma taxa adicional de 40% foi mantida na ocasião. Posteriormente, em 20 de novembro, os Estados Unidos revogaram a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros.

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