Morre Luiz Bangbala, ogan mais antigo do Brasil, aos 106 anos

Luiz Bangbala faleceu no Rio de Janeiro, após mais de 80 anos dedicados ao candomblé.
Luiz Bangbala recebeu em 2014 a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidê
Luiz Bangbala recebeu em 2014 a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidê

Luiz Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, faleceu aos 106 anos no último domingo, no Rio de Janeiro. Seu corpo será sepultado no Cemitério Jardim Mesquita, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira. Ele estava internado desde o dia 31 de janeiro devido a uma infecção nos rins, e sua esposa, Maria Moreira, anunciou sua morte nas redes sociais.

Nascido Luiz Ângelo da Silva em 21 de junho de 1919, em Salvador, Bangbala foi iniciado no Candomblé e dedicou mais de 80 anos à função de ogan, responsável por tocar atabaques e liderar as cerimônias de recepção aos orixás. Ele se mudou para Belford Roxo, onde continuou sua trajetória. Além de ser um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy, gravou diversos álbuns de cânticos em língua iorubá e recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2014.

O babalorixá Ivanir dos Santos o descreveu como “o grande griot das nossas tradições”, ressaltando sua importância não apenas nos ritos dos orixás, mas também nos ritos fúnebres. A perda de Bangbala é sentida por muitos, e sua memória será sempre preservada nas práticas do candomblé e na cultura afro-brasileira, onde se tornará um ancestral iluminador nas ações cotidianas.

Bangbala também foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu em 2020 e foi tema de uma exposição no Centro Cultural Correios em 2024. Sua contribuição ao candomblé e à cultura afro-brasileira será sempre lembrada por aqueles que o conheceram e pelos que seguem suas tradições.

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