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Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 235

O governo da Venezuela atualizou o balanço de vítimas dos terremotos de magnitude 7,5 e 7,2, que ocorreram na quarta-feira (24). Mais de 4.000...

O governo venezuelano anunciou nesta sexta-feira (26.jun.2026) que o número de mortos em decorrência dos terremotos de magnitude 7,5 e 7,2, que atingiram o país na noite da quarta-feira (24.jun), aumentou para 235. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, durante uma entrevista à televisão estatal.

Além das mortes, os tremores deixaram mais de 4.000 feridos, conforme dados oficiais. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que mais de 200 pessoas foram resgatadas entre os escombros desde o início das operações de busca. Ao todo, 2.227 famílias foram afetadas, e 250 estruturas foram classificadas como “afetadas ou perdidas”. A região mais impactada foi La Guaira, um estado costeiro ao norte do país, próximo a Caracas.

Rodríguez descreveu a situação Em La Guaira como uma verdadeira tragédia, mencionando que “dezenas” de edifícios desabaram. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, também se manifestou, afirmando que a área se tornou uma zona de desastre.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU, estima que até 6,76 milhões de pessoas podem ter sido impactadas pelos terremotos, incluindo cerca de 2 milhões em Caracas. A porta-voz da OIM, Zoe Brennan, indicou que estimativas mais precisas serão divulgadas conforme novas informações se tornem disponíveis.

De acordo com a ONU, 16 países enviaram equipes de busca e resgate para auxiliar nas operações. Ao todo, são 25 equipes, totalizando mais de 1.000 socorristas, sendo 17 delas especializadas em busca e resgate urbano. Entre os países que já enviaram ajuda estão Suíça, Estados Unidos, Itália, Colômbia, El Salvador, México e Chile. Além disso, países como Holanda, França, Qatar, República Tcheca, Alemanha, Jordânia, Reino Unido, Espanha e Equador têm equipes com chegada prevista.

Diosdado Cabello também descartou a possibilidade de um tsunami em qualquer parte do país, assegurando que há “absoluta tranquilidade em águas venezuelanas”. O governo está trabalhando em conjunto com a população para enfrentar a situação.

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