A Polícia Federal deflagrou na terça-feira, 18 de agosto de 2026, a operação denominada Solo Sagrado, com o objetivo de combater a extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, localizada em Mato Grosso. A ação foi realizada em parceria com a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal, visando desmantelar uma organização criminosa que atuava na inserção do minério no mercado formal.
A operação abrangeu uma estrutura que envolvia desde o financiamento e suporte logístico ao garimpo ilegal até a comercialização do ouro extraído. O trabalho conjunto das três instituições permitiu o cruzamento de dados policiais, bancários, fiscais e telemáticos, possibilitando o mapeamento da cadeia criminosa.
Durante a ação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça também determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro de bens e valores relacionados ao crime.
Na fiscalização realizada na Terra Indígena Sararé, os agentes encontraram uma escavadeira hidráulica, pertencente a uma das empresas investigadas, em operação de garimpo ilegal. O equipamento foi apreendido e inutilizado no local, resultando na aplicação de uma multa administrativa superior a R$ 3 milhões.
As investigações revelaram que mais de R$ 3,5 milhões foram recebidos por meio de instituições de pagamento e empresas de serviços digitais, indicando que essas estruturas podem ter sido utilizadas para dificultar o rastreamento da origem e do destino desses recursos financeiros.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento. O material apreendido será submetido a análise pelos órgãos envolvidos, o que poderá levar à identificação de outros participantes da organização criminosa e à adoção de novas medidas judiciais.