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A inglória tarefa da oposição que decide fazer da obstrução sua estratégia política numa Assembleia onde a governadora tem maioria

Em Pernambuco, a bancada oposicionista adota a obstrução como tática central, enfrentando desafios diante da maioria governista e de intervenções judiciais.

A oposição em Pernambuco adota a obstrução como tática contra a governadora, apesar da maioria governista, gerando impasses na tramitação de projetos cruciais para o estado.

A tarefa de uma bancada de oposição é, por natureza, desafiadora. Contudo, em Pernambuco, essa missão tem se revelado particularmente inglória para os 13 deputados que se opõem ao governo da governadora Raquel Lyra.

Mesmo diante de uma articulação governista por vezes desastrosa na Assembleia Legislativa (Alepe), a maioria dos votos está com o Executivo, garantindo a aprovação de seus projetos quando chegam ao plenário.

Neste cenário, a única arma que a oposição tem conseguido empunhar é a obstrução da tramitação dos projetos. A estratégia visa causar constrangimentos à governadora, atrasando votações e expondo supostas fragilidades da gestão. No entanto, essa tática frequentemente resvala para impasses que, quando não são superados no plenário pela força dos votos governistas, acabam sendo judicializados, com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) frequentemente aceitando a tese do Executivo.

O Precedente da LOA 2026

Um exemplo marcante dessa dinâmica ocorreu recentemente com a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), através do desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho, concedeu liminar em favor do Governo de Pernambuco.

Essa decisão derrubou os atos do presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), que havia rejeitado os vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) e promulgado o texto da LOA aprovado pelos deputados. A intervenção judicial evidenciou a fragilidade da estratégia oposicionista quando confrontada com o amparo jurídico ao Executivo.

Essa situação inusitada tem transformado a Alepe em um palco onde a oposição, apesar de suas intenções de fiscalização e combate, encontra-se em um beco sem saída. A obstrução, embora legítima como ferramenta parlamentar, perde sua eficácia quando não há força numérica para converter a paralisação em vitórias concretas ou quando o Judiciário intervém para garantir a governabilidade.

Projetos que poderiam impulsionar a performance do estado no início de 2026 acabam atrasados, gerando um custo para a administração pública e, em última instância, para a população pernambucana.

A persistência da oposição em uma estratégia que se mostra repetidamente infrutífera levanta questionamentos sobre a necessidade de uma reavaliação tática. Em vez de focar apenas na obstrução, que tem se revelado uma “inglória tarefa”, talvez seja o momento de buscar novas formas de diálogo, propostas alternativas ou a construção de consensos em pautas específicas, visando um impacto mais construtivo e menos polarizado para o desenvolvimento do estado.

A atual abordagem, ao que tudo indica, apenas fortalece a percepção de um impasse político sem vencedores claros.

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