Governadora admite problema de superlotação em alguns hospitais, fiz que problema não é de hoje e que ampliou leitos
A governadora Raquel Lyra (PSD) se pronunciou ontem sobre a denúncia da oposição de que o estado reduziu em R$ 1,5 bilhão os investimentos na área desde 2022, último ano da pandemia de Covid-19. O documento cita queda na oferta de leitos, superlotação e estrutura precária nos hospitais.
Raquel foi questionada sobre o assunto durante uma visita ao Hospital Otávio de Freitas, na Zona Oeste do Recife, onde participou da inauguração de um bloco cirúrgico ambulatorial. Em entrevista coletiva, ela admitiu que há superlotação nos hospitais, mas negou que haja queda de investimentos na rede de saúde.
Ela disse que, em 2025, o governo fez o maior investimento na saúde nos últimos anos. No entanto, não informou quanto a gestão investiu desde 2022.
“Não está do jeito que a gente quer ainda, não, mas não tenha dúvida de que é o maior investimento da história do nosso estado nesses últimos três anos. […] Não houve redução (de investimentos) […]. Existe, sim, superlotação de hospitais. […] Eu não estou querendo aqui terceirizar qualquer responsabilidade, mas o processo de lotação dos hospitais não vem de hoje”, declarou.
Também presente no evento, a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, também negou que tenha tido redução na oferta de leitos nos hospitais públicos do estado. Segundo a gestora, o estado gastou, em 2025, R$ 500 milhões na infraestrutura das unidades.
“Acho que precisa de esclarecimento de detalhes. Por exemplo, foi alegado que a gente fechou leitos na saúde e isso, definitivamente, não corresponde à realidade. Nós tivemos a abertura de 670 novos leitos. Com as reformas, ampliação e construção, que já estão todas em andamento, nós entregaremos 1.500 novos leitos à rede de saúde do estado, de forma regionalizada, descentralizada”, disse.
Após as entrevistas, a Secretaria de Saúde de Pernambuco enviou uma nota informando que, entre 2022 e 2025, o orçamento total executado na área saiu de R$ 8,67 bilhões para R$ 11,42 bilhões, gerando um crescimento real de R$ 2,74 bilhões.
A nota diz também que a atual gestão abriu 670 novos leitos hospitalares definitivos. Sobre o fechamento de unidades no Recife e em Caruaru, o governo informou que foram abertos leitos na mesma quantidade e perfil, sem alteração no número total de leitos na rede.
Em relação ao Hospital Central de Paulista, adquirido pelo governo, a unidade vai começar a operar nas próximas semanas.
Por Nill Junior