Ofensiva com drones na capital ucraniana durante a madrugada provoca incêndios, danos e interrupções no aquecimento, às vésperas de discussões de paz.
Pelo menos onze pessoas ficaram feridas em um ataque massivo de drones russos a Kiev, capital da Ucrânia, causando incêndios e interrupções no aquecimento.
Kiev, Ucrânia – Pelo menos onze pessoas ficaram feridas na madrugada deste sábado, após um ataque massivo de drones russos contra a capital da Ucrânia. A ofensiva, que começou na noite de sexta-feira, provocou explosões em diversos bairros, resultando em incêndios e consideráveis danos a edifícios, conforme informou o prefeito Vitali Klitschko via Telegram.
Oito dos feridos foram hospitalizados, enquanto os demais receberam atendimento no local ou ambulatorial. Klitschko alertou a população sobre a ação das forças de defesa aérea e a necessidade de procurar abrigo.
Imagens divulgadas pelos serviços de emergência e vídeos circulando nas redes sociais mostram a gravidade da situação, com chamas consumindo prédios e drones colidindo diretamente com estruturas, incluindo o que parecia ser um edifício residencial.
Além dos danos materiais e dos feridos, o ataque russo gerou um problema crítico para os moradores de Kiev: a interrupção no fornecimento de aquecimento. Cerca de um terço da capital está sem aquecimento, uma situação agravada pelas temperaturas abaixo de zero e pela previsão de neve. Equipes técnicas estão trabalhando arduamente para restabelecer os serviços essenciais nas áreas afetadas.
Contexto Geopolítico e Plano de Paz
A mais recente onda de ataques ocorre em um momento delicado, às vésperas de uma reunião programada entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida. O objetivo do encontro é “finalizar o máximo possível” do acordo de paz entre Kiev e Moscou, com foco em como os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.
Zelensky indicou que um plano de paz de 20 pontos, elaborado por Kiev e Washington, está “90% pronto”. O documento preliminar prevê o “congelamento” das atuais linhas de frente do conflito, mas não aborda diretamente a questão dos territórios ucranianos ocupados pela Federação Russa.
As exigências russas, como a retirada das forças ucranianas do Donbass e o compromisso de não adesão à OTAN, não foram incluídas na nova formulação do plano. O Kremlin, por sua vez, afirmou estar “formulando sua posição” sobre o assunto.
Este ataque sublinha a persistente tensão e a violência do conflito, mesmo com as discussões diplomáticas em andamento para buscar uma solução duradoura. A situação em Kiev permanece crítica, com esforços concentrados na assistência aos feridos e na restauração dos serviços essenciais.