Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as fraudes em indenizações do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (DPVAT), cometidas pela suposta quadrilha alvo da Operação Sinistro, podem ter causado um prejuízo de mais de R$ 2 milhões.
A ação, coordenada pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Estelionato, cumpriu 19 mandados de prisão e outros 19 de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo e na Paraíba, na quinta-feira (14). Entre os alvos, estão médicos, fisioterapeutas, um vereador e um policial civil. Duas empresas também tiveram os bens bloqueados.
A delegada Viviane Santa Cruz, que está à frente das investigações, explicou que o esquema começou a ser investigado em 2021, após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) receber uma denúncia anônima.
Conforme revelou o Diario de Pernambuco, o grupo identificava vítimas de acidentes de trânsito, reais ou fictícias, e produzia boletins de ocorrência, laudos médicos e demais documentos falsos para embasar os pedidos de indenização. Segundo a delegada Viviane, a investigação mostrou que o grupo estaria em atuação pelo menos desde 2016.
“Médicos e fisioterapeutas fraudavam atestados e relatórios de perícias médicas, dizendo que a pessoa precisou de algum tratamento. Inclusive, anexavam recibos, dizendo que a pessoa recebeu um tratamento médico, foi atendido e que, após perícia, apresentavam um grau de de invalidez, mas, na verdade, aquela pessoa não teria”, contou.
Segundo ela, o grupo recebia por WhatsApp prontuários médicos de vítimas de sinistros de trânsito. Por esse motivo, a Polícia acredita que pode haver “participação de outras pessoas nesse processo”.