PUBLICIDADE

Polícia Civil de SC aponta adolescente como assassino do cão Orelha

Inquérito conclui que agressor único foi responsável pela morte do animal na Praia Brava; três adultos indiciados por coação de testemunhas.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito da morte do cão Orelha, apontando um adolescente como único agressor, com pedido de internação.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na terça-feira, 3 de janeiro, o inquérito sobre a trágica morte do cão comunitário Orelha, agredido brutalmente na Praia Brava, em Florianópolis. O caso, que gerou intensa comoção e protestos em diversas capitais brasileiras, apontou um adolescente como o único responsável pelo ato cruel, com a polícia solicitando sua internação.

As investigações detalhadas refutaram a versão inicial de que Orelha teria sido vítima de agressões por um grupo. A apuração minuciosa indicou que a morte do animal foi causada por um único adolescente.

Após o crime, o jovem chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar, mas retornou antecipadamente ao Brasil a pedido dos investigadores para depor. Além disso, a Polícia Civil indiciou outros três adultos pelo crime de coação a testemunhas, em um desdobramento que revela a complexidade do caso.

Em nota, os advogados do jovem, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, contestaram as informações divulgadas, afirmando que se tratam de “elementos circunstanciais” que não configuram provas definitivas. A defesa declarou que, até a data da conclusão, não teve acesso integral aos autos da investigação e sugeriu que o caso estaria “politizado”, buscando esclarecer a situação de seu cliente.

O Caso Caramelo: Uma Investigação Separada

Paralelamente à investigação da morte de Orelha, a polícia também apurou as agressões sofridas por Caramelo, outro cão comunitário da Praia Brava, atacado dias após o falecimento de Orelha. Câmeras de segurança registraram o ataque, praticado por quatro adolescentes.

A polícia esclareceu que esses jovens não têm qualquer ligação com o caso Orelha, e, felizmente, Caramelo sobreviveu às agressões. Os inquéritos de ambos os casos foram concluídos e encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Orelha foi atacado em 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã. Laudos da Polícia Científica confirmaram que o cão sofreu uma pancada contundente na cabeça, provavelmente causada por um chute ou um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.

Resgatado por uma moradora no dia seguinte, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.

A identificação do adolescente suspeito foi um processo intrincado, envolvendo a análise de depoimentos contraditórios e peças de roupa apreendidas após seu retorno dos EUA. A polícia revelou que o jovem negou ter saído do condomínio no horário do crime, mas imagens de segurança o mostraram deixando o local às 5h25 e retornando às 5h58 acompanhado de uma amiga, contrariando sua versão.

Familiares também tentaram esconder um boné e forneceram informações falsas sobre a compra de um moletom usado no dia do crime, que o próprio adolescente admitiu já possuir. A Polícia Civil destacou que evitou vazamentos durante a apuração para garantir que o adolescente não permanecesse nos EUA e que as provas fossem preservadas.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.

Leia mais

PUBLICIDADE