A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, em uma investigação sobre possíveis vazamentos de informações da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.
Os nomes dos alvos das operações não foram divulgados. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e restrições de viagem para o exterior.
O pedido de monitoramento foi formulado pelo ministro Alexandre de Moraes há cerca de três semanas, no contexto do inquérito das Fake News, aberto em 2019 para investigar ataques contra ministros do STF. Moraes solicitou a inclusão de todos os magistrados da Corte e seus familiares nos graus de parentesco da investigação, além de requerer apuração pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Simultaneamente, a Receita Federal iniciou um rastreamento interno para verificar a possível violação de sigilo fiscal de aproximadamente 100 pessoas, incluindo os dez ministros do STF e seus parentes diretos. Os auditores terão que realizar cerca de 8.000 verificações, cruzando dados de aproximadamente 80 sistemas da Receita, conforme apurado. Os relatórios obtidos estão sendo enviados diretamente ao gabinete de Moraes, e o processo está tramitando sob sigilo.


