A Polícia Federal está prestes a rejeitar a segunda proposta de delação feita por Daniel Vorcaro, que é considerado um suposto banqueiro. Apesar de ter fornecido mais informações sobre a participação de políticos e juízes, a instituição concluiu que a delação não apresenta novidades substanciais para as investigações em andamento. A expectativa é que Vorcaro esteja tentando ganhar tempo na esperança de que o STF indique um caminho para a impunidade.
Na próxima semana, o STF decidirá sobre a manutenção da prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel. O julgamento foi suspenso após um pedido de vista feito por Gilmar Mendes. Caso o tribunal siga a linha do desmonte da Lava Jato, há a possibilidade de que Henrique seja considerado uma vítima de coerção e, consequentemente, ganhe a liberdade.
O próximo passo seria a aceitação da nova delação pela PGR, que provavelmente será limpa de qualquer crime que possa ameaçar a democracia, como se costuma dizer. Se André Mendonça não homologar o que foi aceito pela PGR, a defesa de Vorcaro poderá recorrer à Turma para resolver a situação.
A partir desse cenário, Daniel Vorcaro poderia ser libertado, e o processo seguiria gradualmente esvaziado de sua gravidade. Existe também a possibilidade de que a PGR não aceite a delação, permitindo que o caso se arraste, mas mantendo o suposto banqueiro em liberdade.
Independentemente da decisão, Vorcaro poderá alegar que as instituições estão funcionando. A situação se apresenta como uma eterna noite das astronautas no Brasil.