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Polícia Federal intensifica investigações sobre desvios de recursos de deputados do PL

A Polícia Federal iniciou a terceira fase da operação Rent a Car, chamada Galho Fraco 2, investigando desvios de verbas parlamentares ligadas a Sóstenes...

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a terceira fase da operação Rent a Car, denominada Galho Fraco 2. Esta etapa visa aprofundar as investigações sobre a utilização indevida de recursos da cota parlamentar, especificamente na contratação de locadoras de veículos. A operação é um desdobramento de apurações anteriores que já envolviam os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ).

Em dezembro de 2024, a PF executou mandados de busca e apreensão direcionados a assessores de ambos os congressistas, durante investigações que identificaram o uso de empresas de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços financiados com verba parlamentar. As ações atuais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo realizadas em várias localizações, incluindo o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

De acordo com a PF, o objetivo desta fase é coletar e preservar evidências relacionadas à movimentação e à aplicação dos recursos que estão sendo investigados. As apurações buscam indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. O comunicado da PF também menciona a possibilidade de tentativas de ocultação ou alteração de provas, caracterizando assim uma fraude processual.

Em dezembro de 2025, a investigação avançou com a operação Galho Fraco, que resultou em mandados contra Sóstenes e Jordy, autorizados pelo ministro Flávio Dino do STF. Essa ação foi fundamentada em mensagens extraídas de celulares e depoimentos obtidos nas fases anteriores da operação Rent a Car. Durante esta fase, a PF apreendeu quantias em dinheiro em um flat utilizado por Sóstenes em Brasília. O deputado afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel em Ituiutaba, Minas Gerais, e que havia declarado essa propriedade no Imposto de Renda.

Carlos Jordy, por sua vez, negou qualquer irregularidade nas fases anteriores e alegou estar sendo alvo de uma “perseguição implacável”. Sóstenes também refutou a existência de um esquema, afirmando em 2024 que a PF poderia “revirar tudo” sem encontrar nada de irregular. O Poder360 tentou contatar os deputados por e-mail para obter uma manifestação sobre a operação iniciada nesta quarta-feira, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O texto será atualizado caso os parlamentares se pronunciem.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é uma verba pública destinada a cobrir despesas relacionadas ao mandato, como passagens, aluguel de veículos, combustível, divulgação da atividade parlamentar e a manutenção de escritórios. A PF já identificou, nas fases anteriores, irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da cota, e a fase atual busca esclarecer a destinação do dinheiro após os pagamentos realizados.

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