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Polícia Federal realiza operação contra apostas ilegais e bloqueia R$ 951 milhões

A Polícia Federal desencadeou a Operação Slots, visando desarticular um esquema de lavagem de dinheiro através de plataformas de apostas ilegais, bloqueando R$ 951,1...

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (15.jul.2026) a Operação Slots, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online ilegais. A ação foi realizada com o apoio técnico da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) do Ministério da Fazenda e resultou no bloqueio de até R$ 951,1 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.

A investigação teve início após a identificação de indícios de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Durante as apurações, os investigadores descobriram uma estrutura destinada à exploração clandestina de sites de apostas, utilizando empresas de fachada, influenciadores digitais para promover essas plataformas e intermediadoras de pagamento para movimentar os recursos provenientes da atividade ilícita.

Além disso, foram encontrados indícios de evolução patrimonial que não condizia com a renda declarada pelos investigados, além do uso de pessoas jurídicas com características de empresas de fachada. Ao todo, a operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória, no Espírito Santo, e abrangeu também os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.

A Justiça não apenas bloqueou até R$ 951.140.294, mas também determinou o sequestro de um imóvel e veículos de luxo, suspendeu as atividades das empresas envolvidas e proibiu os acusados de divulgar plataformas de apostas irregulares.

Conforme a PF, as plataformas promovidas pelos investigados não possuíam autorização para operar no Brasil. Os sites utilizavam indevidamente símbolos e referências visuais do Sigap (Sistema de Gestão de Apostas) do Ministério da Fazenda, assim como do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), criando uma falsa impressão de regularidade para os consumidores.

Os recursos depositados pelos apostadores eram direcionados a empresas que não tinham autorização para explorar a atividade de apostas, o que caracteriza a gravidade da situação investigada.

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