Na última quinta-feira (9/7), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra Thiago Miranda, publicitário conhecido por sua atuação na Agência Mithi. A escolha do período vespertino para a deflagração da ação gerou estranheza, uma vez que as operações da PF costumam ocorrer pela manhã. A corporação justificou que a decisão foi tomada em razão da permanência inesperada de Miranda em Brasília. Ele havia solicitado o reembolso de uma passagem aérea com destino ao Rio de Janeiro, que estava marcada para o dia anterior, 8 de julho.
A informação foi confirmada na decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda. O magistrado enviou o despacho para a Polícia Federal na noite da quarta-feira (8/7), horas após a assinatura da decisão. A equipe policial avaliou que a operação seria mais eficaz se realizada à tarde.
A operação se insere em uma nova fase da investigação denominada Compliance Zero. Miranda é suspeito de liderar uma rede de influenciadores digitais que promoveu conteúdo visando desestabilizar a credibilidade do Banco Central (BC) em meio às tratativas para a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O aval para essa operação foi dado por Daniel Vorcaro.
As residências de Thiago Miranda em Brasília foram alvo de busca e apreensão durante a operação, que busca elucidar as ações do publicitário em relação ao Banco Central. O empresário já havia prestado depoimento à PF em maio, no contexto do inquérito relacionado aos influenciadores envolvidos na questão.
Com a deflagração dessa operação, a Polícia Federal reforça sua atuação em casos que envolvem a manipulação de informações e a credibilidade das instituições financeiras, em um momento crítico para o setor bancário nacional. O desdobramento das investigações deverá ser acompanhado de perto, especialmente em relação às implicações para o Banco Master e o Banco de Brasília.