O vereador Osmar Ricardo, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Recife, se posicionou contra a tentativa do PSB de transformar Lula em um ativo eleitoral em apoio à candidatura do ex-prefeito João Campos ao governo de Pernambuco. Em suas redes sociais, ele afirmou que essa estratégia não resolve os problemas enfrentados na cidade, como gestão, obras, saúde e transporte, ressaltando que "Respeitar Lula não significa entregar Pernambuco de volta ao mesmo grupo de sempre".
Osmar Ricardo, que já foi um forte apoiador do PSB e da reeleição de João Campos, viu sua relação com o ex-prefeito se deteriorar ao longo do tempo. Apesar de ter sido eleito como suplente na Federação Brasil da Esperança, que inclui partidos como PV e PCdoB, ele criticou o governo de Campos por não cumprir compromissos com os Servidores Públicos Municipais, afirmando que as propostas apresentadas foram "insignificantes". Essa insatisfação levou ao rompimento da relação entre Osmar e o prefeito.
Recentemente, o vereador participou de eventos com a governadora Raquel Lyra, que tem mantido um bom relacionamento com o presidente Lula. Em contrapartida, a direção estadual do PT tem adotado uma postura cautelosa em relação ao apoio à reeleição de Raquel, principalmente em função do entendimento positivo entre a governadora e a bancada do PT na Assembleia Legislativa, que se recusou a seguir o PSB em sua proposta de oposição.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco entrou em recesso junino, retornando apenas no dia 30, após o Dia de São Pedro. Durante esse período, as atividades legislativas estarão suspensas, e é previsto que, no segundo semestre, as votações ocorram com menor frequência para que os parlamentares possam se dedicar à campanha eleitoral, que será oficialmente iniciada após as convenções partidárias.
A situação levanta questionamentos sobre como o PT lidará com as manifestações de apoio à governadora Raquel Lyra dentro de sua própria base, especialmente diante da crescente polarização política Em Pernambuco. O cenário se intensifica com as eleições de 2024 se aproximando, e a necessidade de alinhar estratégias se torna cada vez mais urgente.