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Prima registra boletim de ocorrência contra Suzane von Richthofen por suspeita de furto

Acusação surge em meio a disputa por herança milionária do tio Miguel Abdalla Neto e pode colocar Suzane de volta à prisão.

Prima de Suzane von Richthofen registra B.O. por furto de bens do tio falecido, Miguel Abdalla Neto, em meio à disputa por herança.

Uma nova reviravolta judicial envolve Suzane von Richthofen. Duas semanas após o início de uma investigação sobre o furto à residência de Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane, falecido em 9 de janeiro, uma prima e namorada da vítima registrou um boletim de ocorrência (B.O.) acusando Suzane de ter se apropriado indevidamente de diversos bens.

A denúncia, formalizada na última terça-feira (3), baseia-se na admissão de Suzane, em processo de inventário, de que “subtraiu e está na posse dos bens do espólio (carro e demais bens), sem qualquer autorização judicial”.

A acusação intensifica a disputa pela herança de Abdalla Neto, estimada em R$ 5 milhões. Suzane argumenta ser a parente consanguínea mais próxima para ser a inventariante, enquanto Carmem Silvia Gonzalez Magnani, a prima que registrou o B.O., afirma ter vivido em união estável com a vítima por 14 anos. O documento policial lista os itens que estariam em posse de Suzane: um carro Subaru prata ano 2021, uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira/poltrona e uma bolsa contendo documentos e dinheiro. Suzane teria inclusive soldado o portão da casa para “proteger” os bens, que ela acredita poderem ser dela.

Implicações Legais e o Risco de Regressão de Pena

Desde janeiro de 2023 em regime aberto, Suzane corre o risco de ter a pena regredida para regime fechado ou semiaberto, dependendo do desenrolar do caso. O advogado criminalista Gustavo Henrique Moreno Barbosa explica que a regressão da pena não é automática e não pode ser baseada em simples acusação infundada.

“Caberá ao juiz da Vara de Execução Penal avaliar a necessidade com base em prova de autoria e materialidade. Se verificada prova contundente, pode ser feita a regressão cautelar do regime prisional”, detalha.

Para que o crime de furto se configure, será preciso demonstrar a intenção de Suzane de se apropriar ilegalmente dos bens. Caso ela comprove que os retirou para preservação e guarda, sem dolo de apropriação, o crime poderia ser descaracterizado.

No entanto, o advogado ressalta que “ainda que se espere imparcialidade no julgamento, sendo quem é a acusada, não seria estranho que ocorresse a regressão cautelar”. O 27º DP (Campo Belo) dará continuidade à apuração.

Miguel Abdalla Neto foi encontrado morto em 9 de janeiro, em sua residência na zona sul de São Paulo. A polícia aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer a causa da morte do médico.

Abdalla Neto foi tutor de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, após o assassinato dos pais deles em 2002. Suzane, condenada em 2006 a quase 40 anos de prisão pelo crime, tem um histórico de idas e vindas na Justiça para obtenção de liberdade, estando atualmente em regime aberto.

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