O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou uma denúncia contra 11 indivíduos envolvidos em um esquema de desvio de R$ 86,3 milhões do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia responsável por projetos na região metropolitana. Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê e que ocupa a presidência do IRM, foi preso na quinta-feira, 9 de julho de 2026, sendo apontado como o líder da operação criminosa.
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo a capital fluminense, São Gonçalo e Teresópolis. De acordo com as investigações, o grupo se utilizava de contratos do IRM para desviar valores significativos da autarquia.
Entre os detidos estão Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado e ex-chefe da Procuradoria-Geral do IRM; e Caroline Soares Barros, fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto Bio. Amanda Íthala Santos da Paschoa, cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch e sucessora de Caroline na fiscalização, também foi presa. O diretor de Planejamento e Projetos do IRM, Maurício Silva Knoploch, é considerado foragido.
A denúncia aponta que Davi Perini Vermelho tinha um papel central no esquema, autorizando contratações, assinando contratos e controlando os pagamentos realizados pelo instituto. As investigações revelam que a autarquia repassava recursos ao Instituto Bio, onde esses valores eram posteriormente sacados em dinheiro.
Até o momento, não foi possível estabelecer contato com a defesa dos denunciados, uma vez que não foram encontrados números de telefone ou endereços eletrônicos válidos para solicitar um posicionamento. A matéria será atualizada caso os envolvidos se manifestem sobre as acusações.