O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, há quatro anos, impedir que Marcelo Queiroga, então ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro, fizesse um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV. A proibição ocorreu em agosto de 2022, quando Queiroga pretendia anunciar uma campanha de combate à poliomielite, mas acabou incluindo informações sobre a atuação do governo no enfrentamento da pandemia de covid-19.
Recentemente, em 21 de agosto de 2026, Alexandre Padilha, ministro da Saúde do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou a mesma plataforma para divulgar uma nova campanha de multivacinação. Durante sua fala, Padilha destacou o compromisso do governo federal em promover a saúde da população, afirmando: "É assim que o Brasil cuida do seu futuro, valorizando a ciência, fortalecendo o SUS e garantindo políticas públicas que salvam vidas".
A mobilização, marcada para o dia 22 de agosto de 2026, tem como alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos, que devem se vacinar em todo o Brasil. Uma das novidades desta campanha é a inclusão da vacina Pneumo 20, que participa pela primeira vez, junto a outras 19 vacinas que protegem contra doenças como sarampo.
Em 2022, o pronunciamento de Queiroga, que abordava a VACINAÇÃO contra a poliomielite, foi vetado pelo TSE devido a uma afirmação que foi considerada imprópria para o contexto eleitoral. O ministro afirmou que, durante a pandemia, o governo demonstrou sua capacidade de vacinar a população em tempo recorde, alcançando altas taxas de cobertura vacinal que ajudaram a controlar a emergência de saúde pública.
Após a primeira proibição, o governo Bolsonaro reiterou o pedido para veicular um novo pronunciamento em outubro de 2022, mas o TSE, sob a presidência de Alexandre de Moraes, novamente vetou a transmissão. Moraes argumentou que, apesar da importância do tema, não havia urgência que justificasse a presença do ministro da Saúde em cadeia nacional. Ele ressaltou que a população poderia ter acesso às informações por outros meios, evitando a violação do princípio da impessoalidade em um período eleitoral.
A decisão do TSE reflete a preocupação com o uso de recursos públicos em campanhas eleitorais e a necessidade de garantir que a informação sobre saúde pública seja disseminada de forma adequada, sem favorecimentos a candidatos ou partidos. Agora, com a nova campanha de VACINAÇÃO, o governo Lula busca reverter o impacto da pandemia e garantir a saúde da população, especialmente entre os mais jovens.