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Raízen apresenta proposta para reestruturação de dívida de R$ 64,7 bilhões

A Raízen protocolou um plano de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 64,7 bilhões em dívidas, obtendo adesão de credores que representam 75,45% dos créditos....

A Raízen apresentou na sexta-feira (6.jun.2026) um plano de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar R$ 64,7 bilhões em dívidas. O protocolo foi submetido à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, conforme informado em comunicado por meio de um Fato Relevante. A proposta já conta com a adesão de credores que representam 75,45% dos créditos financeiros e quirografários incluídos na reestruturação, um percentual que supera o mínimo exigido pela Lei de Recuperação e Falências para a homologação judicial. Importante ressaltar que a dívida em questão não abrange operações entre empresas do grupo controlador.

A companhia, que é controlada por Cosan e Shell, destacou que conseguiu o apoio de diversos grupos de credores, incluindo bancos e investidores de títulos tanto no mercado doméstico quanto internacional. O quórum necessário para a adesão foi alcançado antes do prazo de 90 dias estipulado pela legislação vigente, o que facilita o processo de recuperação.

A recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie suas dívidas com os credores sem a necessidade de recorrer à recuperação judicial. Após a homologação pelo Judiciário, os termos acordados passam a ser válidos para todos os credores envolvidos no plano.

Esse movimento faz parte dos esforços da Raízen para diminuir sua alavancagem financeira e reestruturar sua composição de capital. A iniciativa foi anunciada poucos dias após a finalização da venda de ativos de refino, distribuição e comercialização de combustíveis na Argentina, que gerou US$ 1,42 bilhão em receita.

Na quinta-feira (4.jun), a empresa comunicou a venda de suas operações downstream na Argentina para o grupo Mercuria Energy. O acordo inclui a refinaria de Dock Sud, localizada em Buenos Aires, uma rede de mais de 700 postos de combustíveis, além de infraestrutura logística e operações de comercialização de combustíveis e lubrificantes.

O montante de US$ 1,42 bilhão será utilizado não apenas para o pagamento da aquisição, mas também para que a Mercuria assuma algumas das dívidas da subsidiária argentina da Raízen. A efetivação do negócio está sujeita a aprovações regulatórias e ao cumprimento de condições contratuais estabelecidas.

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