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Relatório de auditoria aponta quase R$ 1 milhão em prejuízos na saúde de Pernambuco

Uma auditoria do DenaSUS identificou um prejuízo de R$ 905,2 mil na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A Secretaria...

Uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), vinculado ao Ministério da Saúde, revelou um prejuízo estimado em R$ 905,2 mil em recursos federais referentes à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Em resposta ao relatório, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou que tomará medidas legais para contestar o resultado da auditoria.

No documento, o DenaSUS menciona Jorge Branco Neto, esposo da vice-governadora Priscila Krause (PSD), como sócio-proprietário do hospital. Embora o relatório não cite diretamente o empresário, destaca que o sócio-proprietário possui "vínculo de conjugalidade com a Vice-Governadora do Estado", o que levanta questões sobre um possível conflito de interesses.

A auditoria foi solicitada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e abrangeu a atuação da SES e os serviços prestados pelo hospital entre janeiro de 2023 e julho de 2025. Os procedimentos analisados incluíram atendimentos nas áreas de oncologia, hemodiálise, diálise, quimioterapia, hormonioterapia e terapia intensiva.

No final da auditoria, os auditores calcularam um prejuízo total de R$ 905.233,95, recomendando a devolução desse valor ao Fundo Nacional de Saúde (FNS). Deste total, R$ 897.253,95 referem-se a procedimentos assistenciais que, segundo o DenaSUS, não foram devidamente comprovados nos registros analisados. Adicionalmente, R$ 7.980 estão relacionados a valores do Piso Nacional da Enfermagem.

Entre os atendimentos que foram alvo de questionamentos estão cirurgias oncológicas e sessões de hemodiálise, além de tratamentos de quimioterapia e hormonioterapia. Durante a auditoria, tanto a SES quanto o hospital apresentaram justificativas, das quais algumas foram aceitas pelos auditores, resultando na revisão de determinados valores inicialmente apontados.

Na avaliação sobre a contratação, a SES argumentou que a vice-governadora não teve envolvimento na gestão ou fiscalização dos serviços e que não existiram evidências de favorecimento devido ao laço familiar. O DenaSUS, por sua vez, manteve suas constatações sobre os possíveis riscos relacionados ao vínculo, recomendando que a Secretaria implemente medidas formais para a prevenção e gestão de conflitos de interesse, especialmente em casos que envolvam laços pessoais ou familiares com agentes políticos.

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