Os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) referentes a 2025, divulgados em 5 de agosto de 2026, foram considerados pela organização Todos Pela Educação como "uma ótima notícia" para a educação no país. A análise evidenciou um progresso significativo nas aprendizagens nas três etapas avaliadas, além de um aumento no desempenho geral entre os Estados e redes de ensino.
Na rede pública, que foi o foco principal dessa análise, o Ideb apresentou melhora, subindo de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais do ensino fundamental entre 2023 e 2025. Nos anos finais do fundamental, o índice subiu de 4,7 para 5,0, enquanto no ensino médio a elevação foi de 4,1 para 4,3. Esses resultados representam os melhores já registrados desde o início da série histórica, em 2005.
Todos Pela Educação destacou que todas as 27 unidades da Federação obtiveram avanço no indicador referente aos anos iniciais do ensino fundamental. A maioria também registrou crescimento nos anos finais e no ensino médio. A organização associou esses resultados positivos à implementação de políticas públicas eficazes, à boa execução das ações e ao envolvimento ativo de governadores e prefeitos na supervisão das redes de ensino. Além disso, destacou que em 20 anos, a rede pública viu seu Ideb aumentar significativamente, passando de 3,6 para 6,1 nos anos iniciais, de 3,2 para 5,0 nos anos finais e de 3,1 para 4,3 no ensino médio.
Os dados nacionais, disponibilizados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, revelaram que o Ideb foi de 6,3 nos anos iniciais, 5,3 nos anos finais e 4,5 no ensino médio. Apenas os anos iniciais superaram a meta nacional estipulada.
Entre os destaques da análise, o Paraná se destacou com o melhor Ideb e o melhor indicador de aprendizagem da rede pública nas três etapas. O Ceará e Goiás também apresentaram resultados notáveis em pelo menos duas etapas. O Piauí e o Rio Grande do Sul registraram as maiores altas no Ideb e na aprendizagem no ensino médio. Nas capitais, Curitiba e Teresina alcançaram o Ideb de 6,9 nos anos iniciais, o mais alto entre as capitais, enquanto Florianópolis teve um crescimento de 1,9 ponto no Ideb.
Apesar da análise positiva, a organização enfatizou que os desafios permanecem consideráveis. A média dos alunos da rede pública atingiu o nível adequado em língua portuguesa e matemática apenas no 5º ano. Nos anos finais do fundamental, o desempenho se manteve no nível básico em ambas as disciplinas, enquanto no ensino médio continuou no nível básico em português e abaixo do básico em matemática. A nota de matemática no ensino médio aumentou de 271,9 para 276,5 entre 2023 e 2025, mas ainda não alcançou os 277,3 pontos registrados antes da pandemia.