O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lançou sua candidatura à Presidência da República em Montes Claros (MG) neste domingo, 16, destacando a segurança pública como um dos pilares de sua campanha. Em seu discurso, Zema afirmou: "O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta". Ele relatou, ainda, experiências pessoais, mencionando que já foi assaltado três vezes e expressou o desejo de que os brasileiros possam andar com segurança nas ruas, sem medo de serem vítimas de crimes.
Zema anunciou a intenção de construir um "superpresídio" na região Norte do estado, destinado a abrigar líderes de facções criminosas. O candidato enfatizou a necessidade de endurecer as leis contra aqueles que cometem crimes graves, afirmando que "vamos colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem".
Durante o discurso, o candidato também compartilhou um pouco de sua história familiar, destacando a imigração de seus ancestrais italianos e expressou seu desejo de que o Brasil volte a ser um lugar atrativo para os próprios brasileiros. "Quero um Brasil onde nossos filhos não precisem mudar para os Estados Unidos ou para a Europa. Quero o brasileiro com esperança, pensando que o Brasil é a terra do futuro", declarou.
Zema apresentou sua gestão em Minas Gerais como uma de suas principais credenciais para a disputa presidencial. Ele argumentou que sua administração atraiu pessoas de outras regiões do país para Minas, afirmando: "Aqui nós temos prosperidade. O que fiz aqui vou fazer com o Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção, com gente competente". O ex-governador criticou a visão de que o Brasil é um país fracassado, afirmando que, na verdade, é um país roubado.
Ao se referir ao atual cenário político, Zema considerou a eleição de 2024 como a mais importante da história do Brasil. Ele ressaltou que, no dia 4 de outubro, a população terá a oportunidade de decidir se as mesmas pessoas continuarão no poder, influenciando o futuro das próximas gerações.
O político também teceu críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando a discrepância entre a riqueza de alguns políticos e a situação de pobreza do povo. Ele disse: "É político ficando cada vez mais rico, com contrato de R$ 129 milhões para a esposa e o povo cada vez mais pobre". O valor mencionado corresponde ao contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master.