O técnico da seleção brasileira masculina de futebol, Carlo Ancelotti, possui um salário que é maior do que a soma dos vencimentos dos treinadores que estarão na final da Copa do Mundo de 2026, a ser realizada no próximo domingo (19 de julho). Lionel Scaloni, da Argentina, e Luis de la Fuente, da Espanha, recebem, respectivamente, R$ 13,5 milhões e R$ 11,7 milhões, enquanto Ancelotti tem uma remuneração anual de R$ 58,6 milhões.
Ancelotti, que renovou seu contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 14 de maio de 2026, terá um vínculo de quatro anos que totaliza R$ 237 milhões até a Copa do Mundo de 2030. Esse valor o coloca como o treinador mais bem pago entre as seleções nacionais no cenário global.
A disputa final entre Argentina e Espanha ocorrerá no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a partir das 16h. Este estádio é o terceiro mais caro a ser utilizado no torneio, com um custo estimado em R$ 8,2 bilhões e capacidade para 82.500 espectadores.
Este será o 15º encontro entre as seleções argentina e espanhola, que têm um histórico equilibrado em confrontos diretos, com cada uma vencendo seis partidas e duas terminando em empate. No contexto de torneios oficiais, elas se enfrentaram uma única vez, na Copa do Mundo de 1966, quando a Argentina saiu vitoriosa com um placar de 2 a 1.
A Copa do Mundo, organizada pela Fifa, é um evento esportivo privado que acontece a cada quatro anos. As seleções se qualificam através de eliminatórias, e a escolha da comissão técnica e dos jogadores é feita por entidades privadas. No Brasil, a CBF é responsável por definir o treinador e os atletas convocados, sendo uma organização sem vínculos diretos com o governo federal.
Assim, a seleção brasileira é representada por um time escolhido pela CBF, e não pelo governo do país, que não exerce influência sobre a formação do elenco que participa do torneio. A convocação dos jogadores é, na verdade, um convite, pois o potencial de retorno comercial e de marketing é significativo, levando os atletas a atenderem essa “convocação”.