O senador Sergio Moro (PL-PR) fez um pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira, 09 de junho de 2026, em que criticou a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Moro argumentou que essa designação pode ser benéfica para o Brasil, pois facilita a cooperação internacional no combate à lavagem de dinheiro e ao enriquecimento das facções criminosas.
Para Moro, a decisão dos EUA tornará mais difícil a atuação dessas organizações, especialmente em relação à lavagem de dinheiro internacional e à proteção de seus ativos. "Essa designação dificultará a vida dessas organizações, especialmente no que se refere à lavagem de dinheiro internacional, igualmente em relação a manter seus ativos criminosos, o patrimônio amealhado por essas organizações, a salvo do confisco", afirmou o senador.
Além de defender a decisão americana, Moro reiterou a necessidade de um endurecimento da legislação penal como uma estratégia para enfrentar o crime organizado. Ele ressaltou que algumas propostas já aprovadas pelo Congresso Nacional, como o fim das saídas temporárias de presos em feriados, enfrentaram resistência do governo federal e de parlamentares da base aliada.
O senador também mencionou o projeto de combate às facções criminosas, que é uma iniciativa do governo federal (PL 5.582/2025), agora transformado na Lei 15.358. Moro afirmou que a versão original do projeto era limitada e ganhou efetividade somente após sugestões de parlamentares da oposição.
"A pauta da segurança pública é da oposição, não é propriamente do governo Lula, que sempre foi contra qualquer espécie de endurecimento, seja quando estava na oposição ao governo do qual eu participei, seja agora, com o governo nas mãos do próprio PT e do Lula", concluiu Moro, enfatizando a necessidade de uma abordagem mais rigorosa no combate ao crime organizado.