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Transnordestina: Pernambuco Pode Perder Espaço Sem Pressão Política e Visão Estratégica

O senador Humberto Costa (PT) expressou preocupação com o andamento da ferrovia Transnordestina em Pernambuco, especialmente no trecho que se destina ao Porto de...

O senador Humberto Costa (PT) expressou preocupação com o andamento da ferrovia Transnordestina em Pernambuco, especialmente no trecho que se destina ao Porto de Suape. Segundo o senador, a governadora Raquel Lyra não tem acompanhado de perto os investimentos da Infra S.A. no projeto em território pernambucano. Ele também mencionou que a bancada pernambucana, incluindo ele próprio, não está exercendo pressão suficiente para garantir a execução dos cinco trechos no estado. Em contraste, as bancadas do Piauí e Ceará estão atuando em conjunto para assegurar o avanço das obras, com o objetivo de concluir a ferrovia até o Porto de Pecém (CE) até o final de 2026.

Após a retirada de um trecho da ferrovia do contrato da TLSA no final do governo Bolsonaro, a Infra S.A., empresa originada da incorporação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pela Valec, ficou responsável pelo projeto, com uma dotação de R$ 450 milhões do Novo PAC. No entanto, a empresa admitiu que não utilizará todo o orçamento, que será alocado como restos a pagar em 2026, dentro do Ministério dos Transportes.

O cronograma da Infra S.A. prevê o lançamento de apenas dois trechos, os lotes 05 e 07 (ambos com 53 km), em 2025, devido à posse prévia e informações básicas já disponíveis. Os lotes 04 (73 km) e 06 (44 km) ainda necessitam de pesquisa e atualizações para a finalização dos editais. Os trechos em obras estão localizados entre Custódia e Pesqueira, passando por Arcoverde, e os lotes 06 e 07 ligam Pesqueira a Belém de Maria, passando por Cachoeirinha.

O senador Costa defende maior pressão sobre os ministros Renan Filho (Transportes) e Rui Costa (Casa Civil) para garantir mais recursos em 2026. Essa ação conjunta de todas as forças políticas do estado é vista como essencial. A economista Tânia Bacelar propõe conectar a Transnordestina com a Ferrovia Norte-Sul, que passa a 630 km de Eliseu Martins, cortando Balsas (MA), e com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), visando integrar o MATOPIBA (Maranhão, Mato Grosso, Piauí e Bahia). Bacelar acredita que a conexão com a Norte-Sul fortalecerá a articulação política de seis estados, ampliando o poder de influência no PAC.

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