Encontro na Flórida visa 'finalizar o máximo possível' do acordo de paz, enquanto tensões com a Rússia se intensificam após ataques recentes.
Presidentes Trump e Zelensky se encontram na Flórida para avançar no plano de paz para a Ucrânia, em meio a ataques russos e desafios territoriais.
Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia, Donald Trump e Volodymyr Zelensky, respectivamente, reúnem-se neste domingo na Flórida para um encontro crucial. A pauta principal é a discussão do plano de paz entre Kiev e Moscou, com o objetivo de “finalizar o máximo possível” do acordo e garantir o apoio dos aliados para a segurança ucraniana.
O encontro ocorre em um momento de tensões elevadas e intensificação dos ataques russos.
Zelensky indicou que o plano de paz de 20 pontos, elaborado por Kiev e Washington, está “90% pronto”. Contudo, os 10% restantes representam o maior desafio, centrando-se nas questões territoriais. A Rússia insiste em manter os territórios que avançou na região do Donbass, reivindicando-os como seus. Embora inicialmente reticente, Zelensky já não descarta concessões territoriais, admitindo levar a questão a um referendo caso Moscou concorde com um cessar-fogo, uma vez que a Constituição ucraniana exige aprovação popular para alterações de fronteiras.
Escalada Militar e Reações Internacionais
Em contraste com os esforços diplomáticos, a Rússia mantém sua postura agressiva. No sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que, se Kiev não estiver disposto a resolver o conflito pacificamente, a Rússia alcançará seus objetivos militares.
Esta declaração foi precedida por uma ofensiva massiva na madrugada de sexta para sábado, com mais de 500 drones e 40 mísseis atingindo a capital ucraniana, resultando em um morto, 19 feridos e mais de um milhão de pessoas sem eletricidade em temperaturas negativas.
A comunidade internacional reagiu prontamente. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a escalada russa evidencia o “contraste” entre a vontade ucraniana de construir uma paz duradoura e a determinação russa em prolongar a guerra.
Antes do encontro com Trump, Zelensky coordenou-se com líderes europeus para alinhar estratégias e reforçar a necessidade de posições firmes tanto na frente de batalha quanto na diplomacia, a fim de evitar manipulações de Putin.
Líderes europeus, como o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reafirmaram o apoio inabalável da União Europeia à Ucrânia. Costa destacou decisões recentes da UE, incluindo financiamento para os próximos dois anos, a imobilização de ativos soberanos russos e a prorrogação de sanções, com a possibilidade de novas medidas.
A guerra, iniciada por Moscou em 2022, completa três anos, e apesar de inúmeras tentativas de negociação, seu fim ainda parece distante, com a diplomacia lutando para acompanhar a intensidade do conflito.