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Trump se Autoproclama Presidente da Venezuela em Publicação Online

Ação ocorre após operação militar dos EUA que depôs Nicolás Maduro e instalou novo governo interino

Donald Trump se autoproclamou presidente interino da Venezuela no Truth Social, após operação dos EUA que capturou Maduro e instalou Delcy Rodríguez.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou controvérsia ao se autoproclamar presidente interino da Venezuela através de uma publicação em sua rede social, a Truth Social. A postagem incluía uma imagem que simulava um perfil da Wikipédia, listando-o como chefe de Estado em exercício do país sul-americano a partir de janeiro de 2026.

A ação de Trump ocorre em um cenário de profundas mudanças políticas na Venezuela, orquestradas por uma intervenção norte-americana.

A autoproclamação é um desdobramento direto de uma recente e audaciosa operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. Essa operação culminou na captura do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram subsequentemente transferidos para Nova York. Lá, o casal enfrenta sérias acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, crimes dos quais ambos se declararam inocentes perante a justiça norte-americana.

Nova Liderança e Influência Norte-Americana

Após a detenção de Maduro, a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez ascendeu à presidência interina da Venezuela, contando com o apoio explícito das Forças Armadas do país. Donald Trump elogiou publicamente a atuação de Rodríguez, indicando que ela estaria cooperando ativamente com as autoridades dos EUA.

Em um movimento que solidifica a influência de Washington, Trump também afastou, por ora, a possibilidade de eleições no país, sinalizando uma transição controlada.

A administração Trump já havia demonstrado preferência por Rodríguez antes mesmo de sua posse, estabelecendo-a como a principal interlocutora do governo venezuelano. Líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González Urrutia – este último oponente de Maduro nas eleições de 2024, amplamente consideradas fraudulentas – foram preteridos.

Essa estratégia sublinha a intenção dos EUA de moldar a paisagem política venezuelana a seu favor.

As advertências de Trump e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a Delcy Rodríguez foram claras: o não cumprimento das diretrizes impostas por Washington poderia resultar em consequências “ainda mais graves” do que as enfrentadas por Maduro. Entre as exigências cruciais do governo norte-americano está o acesso total ao petróleo venezuelano, além de outros recursos estratégicos e infraestruturas vitais do país.

Essa postura reforça a dimensão geopolítica e econômica por trás da intervenção.

A Venezuela, sob essa nova configuração, encontra-se em um ponto de inflexão. A autoproclamação de Trump, embora simbólica, serve como um lembrete contundente da profunda intervenção externa que redefiniu sua liderança e seu futuro, com a soberania do país sendo questionada em meio a interesses estratégicos globais.

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