A Câmara Municipal de Verdejante realizou, na tarde da última terça-feira (03/12), a sessão ordinária destinada à votação da Lei Orçamentária Anual (LOA). A matéria, que exige quórum qualificado de dois terços dos parlamentares para ser aprovada, foi marcada por um fato inusitado: a ausência justamente de vereadores da base do prefeito Xicão Tavares.
Os vereadores Heitor Urias, Dorinho e Derley — todos aliados do gestor — não compareceram à sessão, colocando em risco a aprovação do orçamento municipal para o próximo ano. A ausência da base governista surpreendeu os presentes, já que a LOA é considerada uma das votações mais importantes do calendário legislativo, por definir as diretrizes de aplicação dos recursos públicos.
Apesar das ausências, a LOA acabou aprovada graças aos votos dos vereadores de oposição, Adelaide da Saúde e Edilânio Carvalho, que também preside a Casa Legislativa. Mesmo sendo adversário político do prefeito Xicão Tavares, Edilânio optou por votar favoravelmente ao projeto, demonstrando, na prática, que coloca o interesse coletivo do município acima de disputas partidárias.
Sem os votos de Edilânio e da vereadora Adelaide, a LOA teria sido rejeitada, o que poderia gerar sérios problemas para o andamento administrativo da atual gestão e para a continuidade de políticas públicas essenciais em 2026. O voto do presidente da Câmara foi, portanto, determinante para garantir que Verdejante não sofresse consequências negativas com a não aprovação do orçamento.
A postura de Edilânio Carvalho repercutiu positivamente, sendo interpretada como demonstração de responsabilidade institucional e compromisso com o desenvolvimento do município. Mesmo como opositor, sua decisão evidenciou que ele não faz da Câmara palco de politicagem, mas de decisões voltadas ao bem-estar da população.
A sessão encerrou-se com a aprovação da LOA, mas também com uma reflexão sobre o papel de cada parlamentar em matérias essenciais e o impacto das ausências em momentos decisivos para o futuro de Verdejante.