A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento de 1,91% em abril de 2026, totalizando R$ 8,798 trilhões. Essa elevação, divulgada pelo Tesouro Nacional em 27 de maio de 2026, representa uma alta nominal de R$ 164,8 bilhões em comparação a março, quando a dívida estava em R$ 8,633 trilhões.
O crescimento da DPF foi impulsionado por uma emissão líquida de R$ 83,95 bilhões, além da apropriação positiva de juros que somou R$ 80,86 bilhões durante o mês de abril. As emissões de títulos públicos somaram R$ 229,96 bilhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 146 bilhões, demonstrando que o governo emitiu mais títulos do que realizou pagamentos no período.
A emissão de dívida pública é uma prática do governo federal para financiar o déficit orçamentário, visando cobrir despesas que superam a arrecadação de impostos e outras receitas. A DPF é considerada um indicador essencial para avaliar a capacidade de pagamento do país.
De acordo com os dados, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) alcançou R$ 8,462 trilhões em abril, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) totalizou R$ 335,9 bilhões. Entre os títulos internos, os papéis atrelados à taxa flutuante representaram R$ 4,275 trilhões, o que equivale a 48,59% do estoque total da dívida. Os títulos indexados à inflação corresponderam a 26,76%, e os prefixados a 20,85%.
As instituições financeiras continuam sendo as principais detentoras da dívida pública, com uma participação de 31,46%. As entidades de previdência ocupam o segundo lugar, com 22,32%, seguidas pelos fundos de investimento, que detêm 22,17% do total.
Outro dado relevante é a queda no percentual da dívida vincenda em 12 meses, que passou de 19,52% em março para 18,99% em abril. O prazo médio da dívida também apresentou um leve aumento, subindo de 4,10 anos para 4,12 anos no mesmo período.