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Lula critica ações dos EUA e reforça busca por novos parceiros comerciais

Em reunião ministerial, Lula orientou ministros a destacar traições da família Bolsonaro e afirmou que o Brasil buscará novos parceiros se EUA impuserem barreiras...
Foto: Lula: se EUA querem problema, Brasil não vai 'ficar chorando', vai procura

Durante uma reunião ministerial realizada nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que o Brasil não se conformará com possíveis ações hostis por parte dos Estados Unidos. Ele deixou claro que, caso o país norte-americano crie novas barreiras comerciais, o governo brasileiro buscará novos parceiros comerciais, afirmando: "Se os Estados Unidos querem problema, eles têm o direito de não querer, agora, nós não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros".

Lula também orientou os ministros a abordarem a conduta da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, estaria tentando "trair o Brasil" ao apoiar as ações dos EUA em um contexto eleitoral. O presidente destacou que é fundamental que essa mensagem seja comunicada de forma clara e contundente. Ele mencionou especificamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), qualificando seu encontro recente com o ex-presidente Donald Trump como uma "traição da pátria".

O presidente afirmou que a reunião serviu para organizar a estratégia de comunicação do governo nos meses finais de seu mandato. Ele destacou a importância de alinhar a divulgação de programas governamentais, como o Desenrola 2.0 e a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, com um foco nas próximas eleições.

Além disso, Lula fez um alerta sobre a exploração de minerais críticos brasileiros, que são de interesse dos EUA. Ele ressaltou que o governo americano deve comunicar ao Brasil antes de iniciar qualquer atividade nesse sentido, reforçando a necessidade de um diálogo claro sobre assuntos que envolvem recursos naturais.

O presidente também anunciou que não participará da reunião do G7, agendada para os dias 15 a 17 deste mês na França. Contudo, ele planeja comparecer a um encontro de lideranças globais, afirmando que sua presença é necessária para "tentar colocar ordem na casa" em um momento de tensões internacionais. O tom da reunião ministerial, , foi de manter a firmeza e não abaixar a cabeça diante das ações vindas dos Estados Unidos.

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