O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro terá um papel relevante na escolha do vice que acompanhará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela presidência. A declaração foi feita em resposta a questionamentos sobre a possibilidade de Daniella Marques, atual presidente da Caixa Econômica, ser a escolhida para a vaga. Valdemar descartou essa hipótese e não revelou os nomes que estão sendo considerados para o cargo.
Ao ser indagado sobre a influência de Michelle na decisão, especialmente considerando a relação não muito amistosa entre ela e Flávio, Valdemar explicou que a ex-primeira-dama é quem tem o maior acesso a Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Essa proximidade pode ser um fator determinante na escolha do vice.
Valdemar já expressou previamente sua preferência pessoal para a vice de Flávio, indicando a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ex-ministra da Agricultura durante o governo Bolsonaro. Além dela, outras figuras estão sendo consideradas, como as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE), além do ex-governador Romeu Zema (Novo), que se afastou de Flávio em decorrência de questões relacionadas a Daniel Vorcaro.
Recentemente, a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) também se juntou à lista de possíveis candidatas. Ela conta com o apoio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e é vista como representante da ala mais ideológica do bolsonarismo. A disputa pela candidatura a vice é intensa e reflete as diversas correntes que compõem o atual cenário político.
A influência de Michelle Bolsonaro, portanto, se estabelece em um contexto de articulações políticas complexas, onde a relação familiar e a proximidade com Jair Bolsonaro podem pesar na decisão final sobre quem será o vice de Flávio. A escolha é aguardada com expectativa, dado o impacto que terá nas eleições e na dinâmica política do país.