Na quinta-feira, 18 de junho de 2026, a Ucrânia realizou um ataque a uma refinaria de petróleo localizada no sudeste de Moscou, a capital da Rússia. O bombardeio resultou em um incêndio significativo, evidenciado por imagens divulgadas pelas forças ucranianas, que mostraram a explosão do teto da instalação. Este local se encontra a 16 km do Kremlin, conforme informações da agência Reuters.
A ofensiva foi caracterizada pela emissora norte-americana CNN como a maior ação com drones contra Moscou desde o início da guerra. Este ataque representou a segunda vez na mesma semana que a refinaria foi alvo de forças ucranianas.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que as defesas aéreas russas conseguiram interceptar pelo menos 194 drones que estavam direcionados à capital nesta mesma quinta-feira.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, do partido Servo do Povo, qualificou os ataques como uma resposta “justificada” às ações da Rússia. Em uma declaração no X, ele afirmou que é hora de a guerra chegar ao fim, enfatizando que a Rússia deve tomar as medidas necessárias para a diplomacia.
Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, também se manifestou após o ataque, abordando o que ele descreveu como uma dúvida por parte dos russos. Ele afirmou que a Rússia iniciou uma guerra de agressão contra a Ucrânia e que, há anos, vem causando a morte de cidadãos ucranianos. Em sua postagem, ele questionou quando Vladimir Putin pretende pôr fim a essa situação.
A Ucrânia tem como alvo a indústria petrolífera russa, considerada vital para o financiamento da guerra. Nos últimos dias, os ataques às infraestruturas energéticas russas foram intensificados, com o intuito de alterar a percepção sobre o desenrolar do conflito e pressionar o presidente Vladimir Putin a buscar um acordo de paz.