Nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República, declarou que a origem das investigações sobre o Banco Master está intimamente ligada ao PT da Bahia. Sua afirmação ocorreu em uma entrevista à rádio Jovem Pan, na qual comentou a operação da Polícia Federal que visou, entre outros, o senador Jaques Wagner (PT-BA).
A operação faz parte da chamada Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades associadas ao Banco Master. Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro destacou que, segundo suas informações, o cerne da questão remonta ao PT da Bahia. O senador também mencionou que outras lideranças do partido no estado podem ter agido em benefício de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre a resistência do PT em apoiar a criação de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) para investigar o caso. Ele enfatizou sua posição em favor da CPI, manifestando preocupação em separar ações corretas de ações inadequadas. "Quando aparece um caso como esse de Jaques Wagner, nós entendemos por que ninguém do PT assina uma CPI do Master. Eles têm algo a temer que eu nunca tive", afirmou.
Em resposta, Jaques Wagner ressaltou que havia "feito questão" de assinar o pedido para a CPMI que visa investigar o Banco Master. O senador, alvo de investigações da Polícia Federal sobre possíveis vantagens indevidas em sua atuação, negou qualquer relação comercial com a instituição financeira ou com a Credcesta, uma empresa de cartões de crédito consignado.
Wagner afirmou: "Eu assinei a CPI do Banco Master. Não sei o que ela poderia acrescentar, porque as investigações já foram longe e, do meu ponto de vista, está tudo exposto. Mas fiz questão de assinar para não parecer que eu tivesse qualquer preocupação em relação a essa CPMI".
A Operação Compliance Zero já passou por diversas fases. Na 6ª fase, realizada em 14 de maio de 2026, foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A investigação também resultou na prisão do pai de Daniel Vorcaro, que, segundo a Polícia Federal, era responsável por articular um grupo de intimidação e espionagem vinculado ao ex-banqueiro.