A equipe do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), permanece intacta após a decisão do Ministério da Justiça (MJ) que determinou o retorno de delegados da Polícia Federal (PF) que estavam cedidos ao Poder Judiciário. O gabinete de Mendonça abriga dois delegados da PF: Thiago Marcantonio Ferreira e Graziela Machado da Costa e Silva.
A possível saída dos delegados poderia comprometer investigações importantes, como as que envolvem o banco Master e a Farra do INSS, processos dos quais André Mendonça é relator no STF. A decisão do MJ, anunciada na semana passada, gerou apreensão sobre o impacto que o retorno dos delegados teria nas apurações em andamento.
Até a noite de sexta-feira (19/6), a equipe de Mendonça não havia recebido qualquer notificação sobre a necessidade de devolver Thiago e Graziela à PF. O atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, é um ex-promotor com raízes na Bahia e estreitas relações com o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado e membro do Partido dos Trabalhadores (PT).
Recentemente, Jaques Wagner foi alvo da Polícia Federal em uma nova fase da operação Compliance Zero, que recebeu autorização de André Mendonça. Essa conexão levantou preocupações sobre a possibilidade de retaliação às investigações em curso, intensificando o debate sobre a relação entre o MJ e as apurações que envolvem figuras políticas.
Diante desse cenário, a manutenção dos delegados no gabinete de Mendonça é vista como um fator crucial para a continuidade das investigações, já que sua experiência e conhecimento são essenciais para o andamento dos casos que estão sob sua relatoria no STF.