O ex-governador de Minas e pré-candidato pelo partido Novo, Romeu Zema, participou de um evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Brasília nesta segunda-feira. Durante sua fala, ele fez críticas ao programa Bolsa Família, insinuando que o benefício seria responsável por uma suposta geração de pessoas improdutivas.
Zema afirmou que exigirá que os beneficiários, especialmente os homens, comprovem que estão estudando para receber o auxílio, sem considerar dados que demonstram a redução do desemprego no país. A plateia, composta por empresários e industriais, aplaudiu suas declarações, sem questionar a lógica por trás de suas afirmações.
O pré-candidato também fez uma ressalva controversa ao comentar que as mulheres estariam isentas dessa exigência, justificando que elas já têm um papel definido nas tarefas domésticas. Essa declaração levantou críticas sobre a visão do ex-governador em relação ao papel feminino na sociedade.
Ademais, Zema expressou sua intenção de rever a reforma tributária, alinhando-se a interesses de grupos próximos, como os cartórios. Em suas propostas, ele defendeu o fim do ganho real para aposentadorias e benefícios sociais, além da desvinculação constitucional dos gastos com saúde e educação. Essa posição gerou temor sobre a possibilidade de que os recursos destinados aos mais necessitados sejam desviados em favor de interesses corporativos.
Com tais declarações, Zema parece reconhecer que sua candidatura não avança para o segundo turno. No entanto, sua sinceridade em expor suas intenções deixou claro que, se eleito, suas propostas podem beneficiar uma minoria em detrimento da maioria da população. A reação do público e os aplausos que recebeu refletem um apoio que pode ser mais superficial do que real, considerando a complexidade do panorama social brasileiro.