A Oracle tomou a decisão de cortar aproximadamente 21 mil postos de trabalho no último ano, o que equivale a uma redução de 13% em seu número total de funcionários. Essa estratégia ocorre paralelamente ao aumento dos investimentos da companhia em inteligência artificial (IA) e na ampliação de suas capacidades em data centers, refletindo uma mudança de foco para o crescimento no setor nos próximos anos.
Com sede em Austin, no Texas, a empresa viu seu quadro de empregados em tempo integral cair de 162 mil para 141 mil até o final de maio. O processo de demissões teve início em março, conforme indicado em seu relatório anual mais recente. Além das demissões, a Oracle registrou despesas de US$ 1,84 bilhão relacionadas a indenizações e custos de reestruturação, destacando um plano contínuo de reorganização que pode resultar em cortes adicionais no futuro.
A companhia afirmou que a adoção de tecnologias de IA em suas operações já resultou em reduções no número de funcionários e que isso pode continuar a ocorrer à medida que a empresa avança em sua transformação digital. A Oracle também enfatizou a importância de incorporar a IA em seu portfólio de produtos, embora tenha reconhecido os riscos associados a essa estratégia, como a possibilidade de não recuperar os investimentos realizados caso seus produtos não tenham uma aceitação de mercado superior aos concorrentes.
Os investimentos em IA têm sido uma prioridade para a Oracle, que planeja destinar recursos significativos para essa área. No último ano fiscal, a empresa gastou mais de US$ 55,7 bilhões em despesas de capital, um aumento em relação ao ano anterior, refletindo o alto custo da competição global pela tecnologia de inteligência artificial.
Entre os contratos fechados pela Oracle, destaca-se um acordo com a OpenAI, que envolve a oferta de capacidade computacional avaliada em cerca de US$ 300 bilhões ao longo de aproximadamente cinco anos. No entanto, a crescente pressão dos investidores sobre a sustentabilidade desses elevados investimentos tem gerado questionamentos sobre a viabilidade das estratégias de expansão da infraestrutura de data centers da empresa, que pode impactar suas margens de lucro nos próximos anos.