Importante ressaltar que Neymar e Virgínia não estão sendo investigados diretamente. O pedido da Prodecon, que faz parte do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), integra um inquérito civil público que visa investigar a conformidade regulatória da casa de apostas e possíveis condutas abusivas praticadas pela empresa.
Além dos contratos de Neymar e Virgínia, a Promotoria também requisitou cópias dos contratos de outros influenciadores, como Lucas Lira e Bruna Sunaika. O MPDFT busca, com essa investigação, esclarecer uma série de práticas da Blaze que podem afetar os consumidores.
A Prodecon enumerou uma série de informações que a Blaze deve fornecer, incluindo detalhes sobre os procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento das contas de usuários, bem como documentos que abordem políticas de bônus e promoção. O MP também solicita um relatório sobre contas bloqueadas ou suspensas, valores retidos e os fundamentos para tais restrições.
Os mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e a estrutura societária da plataforma também estão entre os pontos que precisam ser esclarecidos. Além disso, a Promotoria quer informações sobre os mecanismos de jogo responsável que foram implementados pela empresa.
A investigação do MPDFT pode culminar em uma sanção que inclui um pedido de danos morais, estimado em R$ 120 milhões. A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) foi acionada para enviar uma nota técnica e um relatório de reclamações e processos que envolvem a plataforma de apostas Blaze.