O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, anunciou em uma live no dia 11 de julho de 2026 que a China impôs uma tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira que exceder a cota de importação. Ele acrescentou que a taxação total, com a alíquota de 12% já existente, alcançaria 62%. No entanto, essa conta foi considerada incorreta, já que a soma correta resulta em 67%.
Durante sua fala, Flávio expressou a intenção de se reunir com a Embaixada da China no Brasil para discutir a possibilidade de reverter essa nova medida. Ele afirmou: "O Brasil acabou de ser tarifado em mais de 55% pela China, além dos 12%. O que exceder a cota de exportação de carnes para a China será tarifado em mais 55%. Então, estamos falando de 62% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada".
Na sexta-feira, dia 10 de julho, o senador havia mencionado em suas redes sociais que a tarifa seria de 67%. Além disso, durante uma viagem aos Estados Unidos, Flávio tentou persuadir autoridades norte-americanas a não aumentar as tarifas sobre produtos brasileiros, mas alegou que a decisão do governo dos EUA era de natureza política. Ele responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas dificuldades enfrentadas pelo setor exportador.
O Ministério do Comércio da China anunciou em 31 de dezembro de 2025 a aplicação da tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina, que começou a vigorar em 1º de janeiro de 2026. Essa medida afeta não apenas o Brasil, mas também outros grandes exportadores, como Argentina, Uruguai e Estados Unidos. A decisão foi tomada após uma investigação que concluiu que o aumento das importações prejudicava a indústria doméstica de carnes.
A nova sobretaxa terá validade de três anos e, em contrapartida, Pequim estabeleceu um sistema de cotas isentas da tarifa adicional. O Brasil recebeu a maior cota entre os países exportadores, com 1,1 milhão de toneladas em 2026, quase o dobro da cota destinada à Argentina, que ocupa a segunda posição.
Essas cotas serão aumentadas gradualmente até 2028. De acordo com os cálculos do governo chinês, a sobretaxa de 55% incidirá apenas sobre o volume exportado que superar esse limite. Dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) indicam que o Brasil exportou 1,5 milhão de toneladas de carne bovina para a China até novembro de 2025, o que significa que cerca de 400 mil toneladas estarão sujeitas à nova tarifa em 2026.