O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está focado em duas missões cruciais para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ): restabelecer a relação com Michelle Bolsonaro e expandir a coalizão de partidos que apoia a candidatura. Valdemar considera que a ex-primeira-dama é um dos principais trunfos eleitorais para Flávio, destacando a importância de sua presença na campanha. Ele afirmou que é fundamental trazer Michelle para mais perto da candidatura, pois ela pode agregar valor e votos ao senador.
A última interação entre Valdemar e Michelle ocorreu em 30 de junho, quando ele tentou convencê-la a reconsiderar as críticas que fez publicamente a Flávio. Antes dessa reunião, a ex-primeira-dama havia publicado vídeos em que expressava ter se sentido "humilhada" e "apunhalada" pelo senador. Desde então, Valdemar tem enviado emissários com o intuito de reconstruir essa relação, aguardando uma resposta da ex-primeira-dama.
Valdemar Costa Neto também está em negociações avançadas com dois partidos: Republicanos e Podemos. Na terça-feira, 14 de julho, ele se reuniu com o ex-deputado Pastor Everaldo, que lidera as conversas no Podemos, e com a deputada Renata Abreu, presidente do partido em São Paulo. Essas discussões são parte de uma estratégia para ampliar a base de apoio em torno da candidatura de Flávio.
As negociações com o Republicanos também estão se desenrolando, mas ainda existem impasses, especialmente em Minas Gerais, onde as composições para a disputa precisam ser ajustadas. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que lidera as pesquisas para o governo do estado, defende que o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, seja seu candidato a vice. No entanto, o PL prefere Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, para essa mesma posição.
Valdemar mantém também conversas com a federação PP-União Brasil, ressaltando que será necessário fazer acenos políticos para viabilizar um acordo. A vice na chapa presidencial continua em aberto e pode ser um ponto de negociação. Quanto ao PSDB, a estratégia é focar em Minas Gerais, onde o presidente do PL propõe oferecer espaço aos tucanos na composição estadual para atrair o partido para a aliança nacional.