O governo argentino afirmou, nesta quarta-feira (28/7), que não há intenção de romper as relações diplomáticas com o Brasil, mesmo diante das recentes declarações do presidente Javier Milei sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em uma entrevista concedida à rádio Mitre.
Quirno destacou que, apesar das diferenças políticas entre Milei e Lula, isso não deve afetar as relações institucionais entre os dois países. Ele foi questionado diretamente sobre a possibilidade de um rompimento e foi enfático em sua resposta: “De forma alguma”.
O chanceler argentino ressaltou que não existe chance de que, por parte do governo, as relações se desgastem a ponto de romper. “Nós não levamos isso para o plano institucional”, afirmou, reafirmando a importância da continuidade do diálogo entre as nações.
As declarações de Milei provocaram uma onda de reações, mas Quirno procurou minimizar os impactos, enfatizando que a diplomacia deve prevalecer. A relação entre Brasil e Argentina é histórica e tem importância significativa para a política e economia da região.
Este episódio ocorre em um momento em que as relações entre os dois países estão sendo observadas com atenção, dado o cenário político em ambos os lados. As ações do governo argentino, sob a liderança de Milei, estão sendo acompanhadas de perto, especialmente em relação a políticas que possam afetar o comércio e a cooperação bilateral.