A decisão do Republicanos de retirar Cleitinho Azevedo da corrida pelo governo de Minas Gerais gerou um clima de otimismo entre os Integrantes do Partido dos Trabalhadores. Com a saída do congressista, as expectativas em torno do pré-candidato do PT, Patrus Ananias, aumentaram, especialmente após os primeiros levantamentos que indicam seu desempenho nas eleições deste ano.
O deputado Paulo Guedes, do PT-MG, afirmou que a situação atual "favorece" o colega de partido. Ele destacou que a desorientação da direita no Estado pode ser um fator decisivo para a campanha de Patrus. "Há mais de uma semana que Patrus anunciou o nome na disputa e já está empatado lá em cima", comentou Guedes.
Outro integrante da sigla, o deputado Miguel Ângelo, também se mostrou surpreso com o desempenho de Patrus nas pesquisas, onde ele aparece empatado em segundo lugar com Alexandre Kalil, candidato do PDT. "Foi uma surpresa para nós Patrus aparecer tão bem na 1ª pesquisa publicada. Patrus entra forte na disputa", afirmou o deputado.
Reginaldo Lopes, também do PT-MG, acredita que a ausência de Cleitinho tornará o segundo turno uma disputa polarizada, com Patrus enfrentando o candidato bolsonarista, Marcelo Aro, do Progressistas. Lopes ressalta que este cenário torna a disputa mais acirrada e importante para o futuro político do Estado.
Por sua vez, Rogério Correia, deputado do PT-MG, comentou nas redes sociais sobre a saída de Cleitinho, afirmando que ele "tomou uma rasteira". Em sua análise, a relação histórica de Patrus com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a fundação do PT são pontos que o tornam um candidato forte para o governo de Minas Gerais. "Patrus é 'talhado' para governar Minas Gerais", completou.
A retirada de Cleitinho da disputa teve um impacto significativo nas negociações entre partidos do Centrão e do PL, que aguardavam uma definição. Após pressão de legendas como PP e União Brasil, o Republicanos anunciou, em nota oficial, que a possibilidade de Cleitinho ser candidato nas eleições de 2026 estava encerrada. A ausência do senador na convenção estadual foi citada como um fator determinante para a reorganização das alianças políticas.