O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve sua candidatura à reeleição oficializada neste domingo (2) pelo Partido dos Trabalhadores durante uma convenção nacional no Expo Center Norte, localizado na zona norte de São Paulo. Aos 80 anos, Lula busca conquistar o quarto mandato presidencial, um feito que seria inédito na política brasileira.
Esta será a sétima vez que o ex-presidente tenta a presidência. Ele já disputou as eleições em 1989, quando perdeu para Fernando Collor de Mello, e em 1994 e 1998, quando foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso. Lula conseguiu vencer em 2002, foi reeleito em 2006 e retornou ao cargo em 2022. Em 2022, havia anunciado que não concorreria em 2026.
A chapa de Lula mantém a mesma composição vitoriosa da eleição anterior, com o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, confirmado novamente na mesma posição. A coligação conta com o apoio de seis partidos: PT, PSB, PDT, PV, PCdoB e Rede Sustentabilidade, com o PSOL também fazendo parte da base de apoio.
A estratégia de Lula para atrair partidos de centro e de direita não obteve sucesso, já que MDB, Republicanos, PP e União Brasil decidiram permanecer neutros no primeiro turno.
Durante a convenção, Lula focou seu discurso em questões sociais, abordando temas como a proteção às mulheres, o fortalecimento da saúde pública, a ampliação do microcrédito e a proposta de eliminar a escala de trabalho 6×1. A ex-ministra Simone Tebet, do PSB, também se manifestou durante o evento, chamando Flávio Bolsonaro de “golpista” e afirmando que “não há dois democratas disputando a eleição”.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou a homologação da chapa por volta das 10h. A convenção foi realizada próximo ao prazo final estabelecido pelo TSE, que se encerra nesta quarta-feira (5).