Neste domingo, 16 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua campanha à reeleição com um ato no Estádio 1º de Maio, localizado em São Bernardo do Campo, SP. Durante o discurso, Lula tirou o chapéu e se curvou diante do público, explicando que utiliza o acessório como consequência do tratamento de radioterapia para um câncer de pele. "Eu tô de chapéu primeiro porque eu gosto de chapéu, mas hoje é porque eu fiz radioterapia na cabeça pra cuidar de um câncer de pele e eu não posso tomar sol na cabeça", declarou o presidente.
Lula, diagnosticado em abril de 2026 com carcinoma basocelular no couro cabeludo, enfatizou a importância de sua saúde e agradeceu aos presentes no evento, que reuniu figuras importantes de sua trajetória política. O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele e apresenta uma alta taxa de cura quando tratado precocemente, sendo associado principalmente à exposição acumulada à radiação ultravioleta.
O evento remete a momentos históricos da militância de Lula, que se destacou nas assembleias de trabalhadores durante as greves do ABC no final da década de 1970. O estádio foi palco da grande greve dos trabalhadores em 1979 e serviu como um espaço crucial para o surgimento do movimento político e sindical que culminou na criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT).
Com 80 anos, Lula concorre à presidência pela oitava vez. Ele oficializou sua candidatura em 2 de agosto, durante um ato no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo. A trajetória eleitoral do presidente inclui candidaturas em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, seu nome foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.
O petista já venceu três eleições diretas (2002, 2006 e 2022) e perdeu outras três (1989, 1994 e 1998). Caso seja reeleito, Lula se tornará o presidente mais velho da história do Brasil, completando 81 anos em outubro deste ano. Além disso, ele se tornará o primeiro brasileiro a conquistar quatro eleições diretas para a presidência.
Lula também busca deslegitimar a candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL, associando-a a um alinhamento com o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. O governo federal procura caracterizar o adversário como "entreguista" e "traidor da pátria" devido a essa relação.