Neste domingo (16), João Campos, candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, revelou um plano ambicioso que inclui a construção de quatro novos hospitais públicos. A proposta, que surge no início da campanha, prevê a criação de 1.400 leitos, sendo 900 destinados ao Hospital Geral Metropolitano (HGM), que será a maior unidade hospitalar pública do Nordeste.
O HGM será localizado entre as BRs 232 e 101, na Região Metropolitana do Recife, e tem como objetivo eliminar as filas de leitos e cirurgias na região. Além do HGM, o candidato promete a construção do Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru, do Hospital Geral do Araripe, em Araripina, e do Hospital Geral do Vale do São Francisco, em Petrolina.
João Campos destacou que o investimento na saúde pública será de R$ 500 milhões, com a criação de 500 novos leitos no interior do Estado. "Nosso objetivo é que todo cidadão do Estado, principalmente no interior, tenha acesso a uma grande unidade hospitalar a pelo menos duas horas de distância de onde mora", afirmou o candidato.
Os números apresentados na proposta são impactantes, especialmente em um estado que enfrenta problemas de superlotação e filas para cirurgias. No entanto, a eficácia do projeto depende de questões fundamentais, como a destinação dos leitos, a disponibilidade de profissionais para ocupá-los e o custo de manutenção das novas estruturas.
O HGM, por exemplo, contará com um investimento de R$ 750 milhões e terá um quadro de cinco mil profissionais, incluindo 700 médicos e dois mil enfermeiros e técnicos. A unidade será equipada com serviços de emergência, centro de trauma, unidades de terapia intensiva (UTIs), centro cirúrgico, diagnóstico por imagem e outros serviços de alta complexidade.
Embora a ampliação da capacidade hospitalar possa ser necessária, é crucial avaliar como esses novos hospitais se integrarão à rede já existente. A criação de uma nova estrutura não resolve, por si só, a falta de coordenação do sistema de saúde. Portanto, é pertinente questionar se essas unidades atenderão às reais necessidades do sistema e se haverá recursos, profissionais e planejamento adequados para garantir que os 1.400 novos leitos representem uma melhoria significativa na capacidade de atendimento à população.