Durante um painel realizado no 25º Fórum Empresarial, no Hotel Fairmont, no Rio de Janeiro, o diretor do Paraná PESQUISAS, Murilo Hidalgo, afirmou que Flávio Bolsonaro, senador e candidato do PL à presidência, está em vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em um contexto de elevada abstenção no 2º turno das eleições de 2026.
Hidalgo prevê que a abstenção será histórica devido à desmotivação do eleitorado, à escassez de propostas dos candidatos e à ausência de disputas estaduais que poderiam mobilizar os eleitores. Ele destacou que a falta de 2º turno para governadores em diversos estados pode resultar em um interesse menor na eleição presidencial, tornando-a “muito mais fria”.
O diretor citou exemplos de estados como Ceará, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Piauí, onde a disputa pelo governo pode ser decidida já no 1º turno. Ele também mencionou que locais como São Paulo e Rio de Janeiro, que possuem um grande número de eleitores, podem contribuir para a diminuição da mobilização na corrida presidencial.
Hidalgo indicou que cerca de 75% do eleitorado do Nordeste pode não comparecer ao 2º turno para governador, o que reforça a sua análise sobre a desmotivação do eleitor. A ausência de candidatos a governador e deputado, que costumam aquecer as campanhas, pode impactar a participação do público nas eleições.
No mesmo evento, Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, falou sobre a influência da rejeição a candidatos nas escolhas dos eleitores, ressaltando que esse fator também pode afetar o resultado das eleições deste ano. As declarações de Hidalgo e Roman refletem um cenário em que a abstenção pode ser um fator decisivo nas próximas eleições, principalmente em um momento em que o eleitorado demonstra desinteresse e falta de propostas atrativas por parte dos candidatos.