Os residentes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro direcionam cerca de R$ 2,2 bilhões por ano para apostas on-line, conforme revelado por um estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, e aponta que esse valor supera em mais de três vezes o total estimado para as compras de Natal na região.
A pesquisa, que entrevistou 1.024 indivíduos entre 22 e 25 de junho de 2026, indica que aproximadamente 22,7% da população local já se envolveu em apostas on-line, com um gasto médio de R$ 1.200 por apostador ao longo do ano. As apostas esportivas se destacam como a modalidade mais popular, com 60,9% dos participantes mencionando essas apostas. Jogos de cassino, incluindo o “tigrinho”, ocupam a segunda posição, com 49,4% de menções.
O PERFIL dos apostadores revela uma predominância masculina, com homens representando 65,6% do total de apostadores. A faixa etária mais expressiva é a de 25 a 34 anos, que abrange 36,1% dos entrevistados. Em termos de escolaridade, 66,9% possuem ensino médio completo, enquanto 12,9% têm ensino superior. Quanto à renda, 36% dos apostadores ganham entre 1 e 2 salários mínimos, e 19,7% estão na faixa de 2 a 3 salários mínimos.
A pesquisa também destaca que 70% dos apostadores utilizam seus salários para realizar apostas, evidenciando que uma parte significativa da renda mensal é direcionada a essa prática. Entre os motivos que levam os indivíduos a apostar, 48,7% citam a expectativa de retorno financeiro, com 28,3% buscando uma chance de ganho rápido e 20,4% utilizando as apostas como uma forma de complementar a renda.
Outro dado relevante é que 48,5% dos entrevistados não se preocupam em verificar a legalidade dos sites de apostas antes de realizar as apostas. A pesquisa também mostra que 69,9% dos moradores da região já receberam propagandas de apostas on-line em suas redes sociais.
Entre os que têm uma visão negativa sobre as apostas, as sugestões para lidar com a questão incluem o aumento da fiscalização sobre as bets, mencionado por 45,3% dos entrevistados, a proibição das propagandas do setor, indicada por 23,3%, e o fechamento das plataformas de apostas, sugerido por 40,1% dos participantes. Essa questão permitiu múltiplas respostas, refletindo a diversidade de opiniões sobre o tema.