Na quarta-feira, 3 de junho de 2026, o Aeroporto Internacional do Kuwait foi alvo de um ataque que resultou em 1 morte e 63 feridos. A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a autoria do bombardeio, afirmando que a ação é uma resposta a operações militares dos EUA, que visaram um petroleiro iraniano e a ilha de Qeshm.
O Exército do Kuwait informou que drones foram utilizados para atacar o terminal de passageiros do aeroporto. De acordo com a Kuwait News Agency, o Terminal 1 sofreu danos significativos. A autoridade de aviação civil do país anunciou que os voos da Kuwait Airways foram remanejados para o Terminal 4 em decorrência dos estragos.
O Ministério da Saúde do Kuwait revelou que sete pessoas feridas necessitaram de cirurgias de emergência, evidenciando a gravidade da situação. Além disso, Teerã lançou mísseis contra o Bahrein, com o objetivo de atingir a sede da 5ª Frota dos EUA e uma base aérea local. No entanto, as Forças Armadas dos EUA informaram que dois mísseis falharam durante o voo, enquanto outros foram interceptados pelos sistemas de defesa do Bahrein.
Os militares americanos também derrubaram drones que estavam sendo direcionados a navios civis na área, indicando a escalada das hostilidades. Os confrontos na região do Golfo tiveram início em 28 de fevereiro e, mesmo após um acordo de cessar-fogo estabelecido no início de abril, os ataques continuam a ocorrer.
O governo dos EUA tem pressionado pela reabertura total do estreito de Ormuz, que anteriormente era responsável por 20% das remessas mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. Recentemente, houve indícios de progresso nas negociações entre EUA e Irã para um acordo provisório, embora o termo ainda não tenha sido assinado.